5 mars
Renan:
_________Era quase noite, o Rapaz caminhara muito e comera pouco,a essa altura ja tinha se abstido de quaisquer fluxo de pensamento devido as suplicas constantes que seu corpo fazia por algum descanso. Por sorte ja estava adentrando em outro aglomerado semi-urbano quando prosseguir ja não era mais uma opção, sendo assim optou por dar-se ao luxo de repolsar em uma estalagem e fazer uma refeição decente, afinal a viagem era bem longa pelo que sabia, e não imaginava aonde voltaria a ver a civilização quando partisse dali. Nunca ouviu muito a respeito do povo-mais-ao-norte, mais ao julgar pelos olhares recebidos, não eram dos mais hospitaleiros, fitavam o pobre deixando claro que ele não era bem vindo, mais tambem, ninguem demonstrar simpatia por um andarilho desconhecido não era de se adimirar, ainda mais à aquela hora da noite.
________Finalmente encontrou a hospedaria, se não fosse pelo enorme letreiro acusando o lugar de receber hóspedes ele jamais imaginaria do que se tratava, ja que sua primeira sala mais parecia um grande bar. Ao entrar foi calorosamente recebido por um senhor que lustrava alguns copos atraz do balcão, aparentemente o único funcinário por ali -em que posso servi-lo?- disse o homen com um tom realmente agradável,o jovem foi direto ao ponto -o que será servido no jantar?- disse ele de forma um pouco brusca, então o balconista surpriendeu -Três lindas crianças cozidas- disse ele rindo, o jovem julgou se tratar de uma brindadeira amistósa, talvez tivesse sido identificado como um forasteiro e o velho quisesse lhe pregar uma peça, então devolveu quase que imediatamente, sem se alarmar -Safadezas a parte, eu gosto mesmo é de panquecas!- disse ele com um tom zombeteiro e jovial, o outro porem soltou um riso desenfreado enquanto tomava o forasteiro pelos ombos e o conduzia para uma mesa ao fundo do salão, e este sem que pudesse refletir sobre a situação se via sentado em uma mesa, esperando ser servido.
________Enquanto esperava, observava o local, algo no comportamento das pessoas ali presentes tormavam o ambiente ainda mais bizarro. Uma atmosfera de desconforto e estranhesa começava a tomar conta do rapaz quando o bom cheiro de carne tomou conta de seus pensamentos -Aqui está, não foi possivel arrumar suas panquecas, mais creio que esse pão cairá bem com o cozido que lhe é servido- disse o serviçal, bem menos simpático que o homen do balcão, -obrigado- disse o jovem, ja com um pedaço de pão em sua boca -precisa de algo mais?- devolveu o serviçal -sim, me arranje um lugar para passar a noite- devolveu o rapaz.
________O jubilo da satisfação o dominava enquanto deglutia o caldo gorduroso com o pão seco que lhe foi servido, o que seria intragavel para alguns, estava sendo muito bem aceito pelo seu paladar, que a muito não sentia o revitalizador gosto da carne, tanto que se perguntava que tipo de carne estaria comendo -carneiro- supôs ele -não, muito dura, é boi, não, muito suave, deve ser um carneiro-. Porem, ao atentar para o final de sua refeição, notou um pequeno pedaço cartilaginoso e avulso em sua tijela,se tratava evidentemente de uma orelha humana.
________A sensação de prazer gerada pela ''boa'' refeição foi imediatamente substituida por repulsa, e uma incontrolavel ânsia de vômito, porém, seu instinto não o permitiu vomitar, se via tomado por um desespero, que fazia com que seu sangue fervesse, só pensava em como sobreviveria aquilo, precisava parecer tranquilo, manter a imagem de cliente à paisana era a melhor opção.
________A forma com que a situação prosseguiu foi realmente inesperada, e a frieza com que o jovem lidou com toda a situação geraria inveja em qualquer grande super-agênte, -velho maldito, ele não tava brincando- pensou alto enquanto pensava em como se disvenciliar daquele local maculado pelo canibalismo e sabe-se la pelo que mais, nisso o atendende o abordou, gerando alarme no rapaz que deu um pequeno salto para traz -O Senhor pode se acomodar em um dos aposentos no segundo andar, temos um quartos vago- disse enquanto entregava a chave nas mãos dele e fazia uma breve descrição de como chegar ao quarto, o pobre mal conseguia compreender o que lhe era dito, notou que se mandar dali antes do amanhecer seria muito suspeito, ele precisava se acalmar.
________Finalmente encontrou a hospedaria, se não fosse pelo enorme letreiro acusando o lugar de receber hóspedes ele jamais imaginaria do que se tratava, ja que sua primeira sala mais parecia um grande bar. Ao entrar foi calorosamente recebido por um senhor que lustrava alguns copos atraz do balcão, aparentemente o único funcinário por ali -em que posso servi-lo?- disse o homen com um tom realmente agradável,o jovem foi direto ao ponto -o que será servido no jantar?- disse ele de forma um pouco brusca, então o balconista surpriendeu -Três lindas crianças cozidas- disse ele rindo, o jovem julgou se tratar de uma brindadeira amistósa, talvez tivesse sido identificado como um forasteiro e o velho quisesse lhe pregar uma peça, então devolveu quase que imediatamente, sem se alarmar -Safadezas a parte, eu gosto mesmo é de panquecas!- disse ele com um tom zombeteiro e jovial, o outro porem soltou um riso desenfreado enquanto tomava o forasteiro pelos ombos e o conduzia para uma mesa ao fundo do salão, e este sem que pudesse refletir sobre a situação se via sentado em uma mesa, esperando ser servido.
________Enquanto esperava, observava o local, algo no comportamento das pessoas ali presentes tormavam o ambiente ainda mais bizarro. Uma atmosfera de desconforto e estranhesa começava a tomar conta do rapaz quando o bom cheiro de carne tomou conta de seus pensamentos -Aqui está, não foi possivel arrumar suas panquecas, mais creio que esse pão cairá bem com o cozido que lhe é servido- disse o serviçal, bem menos simpático que o homen do balcão, -obrigado- disse o jovem, ja com um pedaço de pão em sua boca -precisa de algo mais?- devolveu o serviçal -sim, me arranje um lugar para passar a noite- devolveu o rapaz.
________O jubilo da satisfação o dominava enquanto deglutia o caldo gorduroso com o pão seco que lhe foi servido, o que seria intragavel para alguns, estava sendo muito bem aceito pelo seu paladar, que a muito não sentia o revitalizador gosto da carne, tanto que se perguntava que tipo de carne estaria comendo -carneiro- supôs ele -não, muito dura, é boi, não, muito suave, deve ser um carneiro-. Porem, ao atentar para o final de sua refeição, notou um pequeno pedaço cartilaginoso e avulso em sua tijela,se tratava evidentemente de uma orelha humana.
________A sensação de prazer gerada pela ''boa'' refeição foi imediatamente substituida por repulsa, e uma incontrolavel ânsia de vômito, porém, seu instinto não o permitiu vomitar, se via tomado por um desespero, que fazia com que seu sangue fervesse, só pensava em como sobreviveria aquilo, precisava parecer tranquilo, manter a imagem de cliente à paisana era a melhor opção.
________A forma com que a situação prosseguiu foi realmente inesperada, e a frieza com que o jovem lidou com toda a situação geraria inveja em qualquer grande super-agênte, -velho maldito, ele não tava brincando- pensou alto enquanto pensava em como se disvenciliar daquele local maculado pelo canibalismo e sabe-se la pelo que mais, nisso o atendende o abordou, gerando alarme no rapaz que deu um pequeno salto para traz -O Senhor pode se acomodar em um dos aposentos no segundo andar, temos um quartos vago- disse enquanto entregava a chave nas mãos dele e fazia uma breve descrição de como chegar ao quarto, o pobre mal conseguia compreender o que lhe era dito, notou que se mandar dali antes do amanhecer seria muito suspeito, ele precisava se acalmar.
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5 mars
Renan:
_________Subiu para o quarto, estava tomado pela duvida, e a impressão de que tinha é de que todos zombavam com a sua cara, ele queria se ver livre daquela estalagem, daquela cidade, daquela gente, mais agora precisava esfriar a cabeça. Teve ainda a sensatez de pagar seus débitos com o estabelecimento antes de subir. Sequer cogitou a possibilidade de dormir ali, mais ao deitar, deixou que seu corpo desfrutasse de algum descanso enquanto pensava no que fazer. Por fim, acabou pensando por tempo demais, chegando a cogitar as mais terriveis possibilidades, o que fez com que ele optasse por uma sorrateira fuga na madrugada, e assim fez.
_________Eram aproximadamente 5 da manhã, não havia sol e o garoto dava incio a sua ''fuga'' e sorrateiramente descia as escadas do lugar, com sua pouca bagagem nas costas, então no salão, devido a pouca luminosidade, teve a infelicidade de acertar em cheio um dos pés de uma das mesas do salão com seu pé, algo realmente crítico para quem está usando sandálias e pretende sair sorrateiramente de algum lugar, o barulho do impacto não foi um problema, mais a dor gerada pelo choque, agravado pelo frio matinal, fez com que um grunido apertado de dor saisse de sua boca, -meu dedão do pé se voltou contra mim- disse baixo,e achando um pouco de graça de sua propia situação pos-se a correr, ja que sua saida sorrateira fora um total fracasso.
_______Ao sair, para a sua surpresa, algumas pessoas o aguardavam na saida da estalagem, e logo o cercaram -aonde vai com tanta pressa- disse um deles, o jovem sequer notou que se tratava do velho do balcão, pois a essa altura, corria mais rápido do que nunca. Os homens então, aproximadamente dez, se colocaram a perseguir o rapaz, de forma extremamente atípica e medonha: pulavam em um pé só, pórem faziam isso com extrema velocidade, colocando o fugitivo em mals lençóis -Só mais três pulos e alcançaremos aquele mendigo!- gritou um deles com ar exclamativo, o "mendigo" então pos-se a correr ainda mais rápido, devido ao desespero gerado por aquelas palavras que insinuavam sua captura, conseguindo finalmente tomar alguma distância dos perseguidores.
________Parou de correr longe dali, ele esteve em fuga por realmente muito tempo, algumas horas talvez, ja estava longe daquela cidade maldita, para aonde não pretendia retornar tão cedo, tomado por um forte sentimento de arrependimento, ja não conseguia mais encontrar defeitos em sua miserável vida de camponês. Pensava com pessimismo nos rumos de sua viagem de destino mal definido e de caminhos desconhecidos, e que pelo que aconteceu até aqui, reservava coisas bem piores do que ele podia imaginar. Porém seus pensamentos se tornaram mais claros junto ao dia, e enquanto vislumbrava um estonteante nascer do sol sentiu seu corpo mais leve, se esqueceu do cansaço enquanto respirava o gélido ar da manhã, se sentiu vivo, vivo como nunca! Talvez porque tivesse inconscientemente compreendido que este era o seu sonho, e aliaz, o sonho de todo jovém desmiolado que se preze: o de se aventurar sem rumo. A questão é que ele estava mesmo radiante, e qualquer tolo que o visse naquele momento poderia dizer com certeza que algo no caminho se movimentava rumo a Westron !
_________Eram aproximadamente 5 da manhã, não havia sol e o garoto dava incio a sua ''fuga'' e sorrateiramente descia as escadas do lugar, com sua pouca bagagem nas costas, então no salão, devido a pouca luminosidade, teve a infelicidade de acertar em cheio um dos pés de uma das mesas do salão com seu pé, algo realmente crítico para quem está usando sandálias e pretende sair sorrateiramente de algum lugar, o barulho do impacto não foi um problema, mais a dor gerada pelo choque, agravado pelo frio matinal, fez com que um grunido apertado de dor saisse de sua boca, -meu dedão do pé se voltou contra mim- disse baixo,e achando um pouco de graça de sua propia situação pos-se a correr, ja que sua saida sorrateira fora um total fracasso.
_______Ao sair, para a sua surpresa, algumas pessoas o aguardavam na saida da estalagem, e logo o cercaram -aonde vai com tanta pressa- disse um deles, o jovem sequer notou que se tratava do velho do balcão, pois a essa altura, corria mais rápido do que nunca. Os homens então, aproximadamente dez, se colocaram a perseguir o rapaz, de forma extremamente atípica e medonha: pulavam em um pé só, pórem faziam isso com extrema velocidade, colocando o fugitivo em mals lençóis -Só mais três pulos e alcançaremos aquele mendigo!- gritou um deles com ar exclamativo, o "mendigo" então pos-se a correr ainda mais rápido, devido ao desespero gerado por aquelas palavras que insinuavam sua captura, conseguindo finalmente tomar alguma distância dos perseguidores.
________Parou de correr longe dali, ele esteve em fuga por realmente muito tempo, algumas horas talvez, ja estava longe daquela cidade maldita, para aonde não pretendia retornar tão cedo, tomado por um forte sentimento de arrependimento, ja não conseguia mais encontrar defeitos em sua miserável vida de camponês. Pensava com pessimismo nos rumos de sua viagem de destino mal definido e de caminhos desconhecidos, e que pelo que aconteceu até aqui, reservava coisas bem piores do que ele podia imaginar. Porém seus pensamentos se tornaram mais claros junto ao dia, e enquanto vislumbrava um estonteante nascer do sol sentiu seu corpo mais leve, se esqueceu do cansaço enquanto respirava o gélido ar da manhã, se sentiu vivo, vivo como nunca! Talvez porque tivesse inconscientemente compreendido que este era o seu sonho, e aliaz, o sonho de todo jovém desmiolado que se preze: o de se aventurar sem rumo. A questão é que ele estava mesmo radiante, e qualquer tolo que o visse naquele momento poderia dizer com certeza que algo no caminho se movimentava rumo a Westron !
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